segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

CÂNTICO DOS SALMOS – UMA PRÁTICA DA IGREJA

“…A outra parte concerne os salmos, que desejamos canta-los na igreja após o exemplo dado pela antiga igreja, e de acordo com o testemunho de S. Paulo, que disse que era uma boa coisa cantar em assembleia de boca e coração. Nós não podemos mentalizar o aperfeiçoamento e a edificação que virão através disto após termos tentado. Certamente, em nossa prática presente, as orações dos fiéis são tão frias que refletem descrédito e confusão. Os salmos moveriam os nossos corações a Deus, e nos agitariam em fervor de invocá-Lo e exaltá-Lo por meio de nossas adorações à glória de Seu Nome. Por esses meios, mais adiante, os homens iriam descobrir que benefício e que consolação o papa e seus partidários privavam a igreja, no que eles se apropriavam dos salmos, que eram de fato canções espirituais, e os murmuravam sem qualquer entendimento sobre eles.”… ___________________________________________________________________ João Calvino – John Calvin and the Psalmody of the Reformed Churches [Opera, vol.xa, 12] Tradução – Gabriel Barbosa

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Pacto Solene

Afirmamos,Testemunhamos,e confessamos que:  
1- A Bíblia Sagrada,O Antigo e Novo testamento são a Palavra de Deus e a única regra infalível de fé e prática;
2-Toda a Doutrina contida na Confissão de Fé de Westminster,e nos Catecismos Maior e Menor,em suas formas originais,são a melhor interpretação já produzida pela igreja de Cristo das Sagradas Escrituras.
3- O governo da igreja e adoração do modo presbiteriano são os únicos de direito divino,e são portanto,inalteráveis.E que o melhor modelo já produzido até a presente data estão contidos na Forma de Governo Presbiteriano e no Diretório para o Culto Público,adotados pela igreja da Escócia na Segunda Reforma.
4- Fazer Pactos Públicos e sociais constituem uma ordenança de Deus,obrigatórias em igrejas e nações sob o Novo Testamento.Que o Pacto Nacional e a Liga Solene são exemplos dessa instituição divina e que estes documentos(Pactos) são contínuos e é nosso dever conhecer,deliberar e executar.
5- É dever de todo pai reformado e presbiteriano,zelar pelo culto familiar,e adotar o Diretório para o Culto Familiar,reconhecido pelas famílias piedosas durante a  Segunda Reforma.
6- Batalharemos contra o paganismo,o papado,a Prelazia,o sectarismo,a idolatria,e toda forma de Heresia,assim como contra governos civis imorais;contra tolerância a qualquer forma de abominação, e que lutaremos por toda verdade divina e testemunharemos com nossas vidas contra todas as corrupções consagradas nas constituições.
7- Testemunharemos também com nossas vidas de forma prática a sã  doutrina de Deus de forma irrepreensível com seus preceitos e estatutos. 
Tudo isso afirmamos e subscrevemos todos os documentos citados acima,como também tudo citado nele. com nossas vidas,e tudo isso fazemos para a Glória de Deus,e

Pela Coroa de Cristo e pelo seu pacto.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Confissão de Fé de Westminster - As Sagradas Escrituras



I. Ainda que a luz da natureza e as obras da criação e da providência de tal maneira manifestem a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, que os homens ficam inescusáveis (Rm 2:14,15; Rm 1:19,20; Rm 1:32; Rm 2:1; Sl 19:1-3), contudo não são suficientes para dar aquele conhecimento de Deus e da sua vontade, que são necessários para a salvação (1Co 1:21;1Co 2:13,14); por isso foi o Senhor servido, em diversos tempos e diferentes modos, revelar-se e declarar à sua Igreja aquela sua vontade (Hb 1:1); e depois, para melhor preservação e propagação da verdade, para o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupção da carne e malícia de Satanás e do mundo, foi igualmente servido em fazer escrever toda esta (Pv 22: 19-21; Lc 1: 3,4; Rm 15:4; Mt 4: 4,7,10: Is 8: 19,20); o que torna indispensável a Escritura Sagrada (2Tm 3:15; 2Pe 1:19), tendo cessado aqueles antigos modos de revelar Deus a sua vontade ao seu povo (Hb 1:1,2).

II. Sob o nome de Escritura Sagrada, ou Palavra de Deus escrita, incluem-se agora todos os livros do Velho e do Novo Testamento.
Todos os quais foram dados por inspiração de Deus para serem a regra de fé e prática (Lc 16:29,31; Ef 2:20; Ap 22:18,19; 2Tm 3:16).

III. Os livros geralmente chamados Apócrifos, não sendo de inspiração divina, não fazem parte do cânon da Escritura; e, portanto, não são de nenhuma autoridade na Igreja de Deus, nem de modo algum podem ser aprovados ou empregados senão como qualquer outro escrito humano (Lc 24:27,44; Rm. 3:2; 2Pe 1:21).

IV. A autoridade da Escritura Sagrada, razão pela qual deve ser crida e obedecida, não depende do testemunho de qualquer homem ou igreja, mas depende somente de Deus (a própria verdade) que é o seu Autor; portanto, deve ser recebida porque é a Palavra de Deus (2Pe 1:19,21; 2Tm 3:16; 1Jo 5:9, 1Ts 2:13).

V. Pelo testemunho da Igreja podemos ser movidos e incitados a uma alta e reverente estima da Escritura Sagrada (1Tm 3:15); a suprema excelência do seu conteúdo, e eficácia da sua doutrina, a majestade do seu estilo, a harmonia de todas as suas partes, o escopo do seu todo (que é dar a Deus toda a glória), a plena revelação que faz do único meio de salvar-se o homem, as suas muitas outras excelências incomparáveis e sua completa perfeição, são argumentos pelos quais abundantemente se evidencia ser ela a Palavra de Deus; contudo, a nossa plena persuasão e certeza da sua infalível verdade e divina autoridade provém da operação interna do Espírito Santo, que com a Palavra testifica em nossos corações (1Jo 2:20,27; Jo 16:13,14; 1Co 2:10-12; Is 59:21).

 VI. Todo o conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para a Sua própria glória e para a salvação, fé e vida do homem, ou é expressamente declarado na Escritura ou pode ser, por boa e necessária consequência, deduzido dela, a qual nada se acrescentará em tempo algum, nem por novas revelações do Espírito, nem por tradições dos homens (2Tm 3:15-17; Gl 1:8,9; 2Ts 2:2); no entanto, reconhecemos ser necessária a íntima iluminação do Espírito de Deus para a salvadora compreensão das coisas reveladas na palavra (Jo 6:45; 1Co 2:9-12), e que há algumas circunstâncias, quanto ao culto de Deus e ao governo da Igreja, comum às ações e sociedades humanas, as quais têm de ser ordenadas pela luz da natureza e pela prudência cristã, segundo as regras gerais da Palavra, que sempre devem ser observadas (1Co 11:13,14; 1Co 14:26,40).

VII. Na Escritura, não são todas as coisas igualmente claras em si, nem do mesmo modo evidentes a todos (2Pe 3:16); contudo, as coisas que precisam ser obedecidas, cridas e observadas para a salvação, em um ou outro lugar da Escritura são tão claramente apresentadas e explicadas, que não só os doutos, mas ainda os indoutos, no devido uso dos meios ordinários, podem alcançar uma suficiente compreensão delas (Sl 119:109,130).

VIII. O Velho Testamento em Hebraico (que era a língua nativa do antigo povo de Deus) e o Novo Testamento em Grego (a língua mais geralmente conhecida entre as nações no tempo em que ele foi escrito), sendo inspirados imediatamente por Deus e pelo seu singular cuidado e providência conservados puros em todos os séculos, são, portanto, autênticos (Mt 5:18); e assim, em todas as controvérsias religiosas, a Igreja deve apelar para eles (Is 8:20; At 15:15; Jo 5:39,46); mas, não sendo